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As Capas dos 10 livros editados

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Acácia Outras Terras

30/08/2011

António Augusto Sales


António Sales



Autor da biografia de António Botto,bem como “A Primeira Manhã”, contos, (1964;) “Uma longa e estranha pausa” romance, (1970) “Barcelona, cidade na Catalunha” crónicas, (1972), ou ainda “Requiem pelos fieis defuntos”(1976) e “Corpo Enigmático”(1993), entre outros, nasceu em Torres Vedras em 1936 e veio viver para o Algueirão em 1954.Cometeu um erro na juventude que infelizmente nunca mais o largou:levar a vida a sério.Na sequência da sua participação no encontro literário da Alagamares de 26 de Novembro publicamos uma entrevista com o autor.
Fonte: Alagamares


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29/08/2011

António Botto - Real e Imaginário

Hoje vou dar inicio a alguns post's de algumas das minhas Leituras Antigas e nada melhor do que começar, por um livro não muito conhecido de um poeta igualmente pouco divulgado, mas que não mais esqueci...

As Minhas Sensações
Quando naquela noite chuvosa de Novembro de 1997, assisti à minha primeira sessão de um autor a fazer o - Lançamento de um Livro -, estava longe de imaginar que hoje estaria aqui a escrever sobre esse facto.
Não sou grande apreciador de Biografias ou Autobiografias, mas o António Augusto Sales apresentou o livro de uma forma que me deixou logo cativado, para o comprar e especialmente para o ler – agora me lembro que o livro me foi oferecido, por quem me levou a esta primeira sessão, o Carlos Loures, que além de muitas outras coisas é um escritor que muito aprecio - este terá sido com toda a certeza a primeira biografia que li, e quando a acabei fiquei impressionado com a vida de António Botto.
António Botto esteve muito à frente do seu tempo em todos os aspectos, incluindo a assunção da sua homossexualidade, o que no final dos anos 30, sendo ele empregado público do regime salazarista, não era coisa de somenos.
Um episódio que demonstra a sua irreverência, foi o de ter sido exonerado compulsivamente da função pública por comportamento indecoroso, conforme despacho do Diário do Governo de Novembro de 1942 e Botto passou a vangloriar-se de ter sido o primeiro pederasta português a ter reconhecimento oficial, aliás passou a imprimir cartões de visita com a referida "Classificação"...

Outra coisa que ficou desta sessão nocturna, na Livraria Astrolábio em Mem-Martins, foi a compra da primeira edição de um pequeno livro, acabadinho de sair, para oferecer à filhota mais velha… Harry Potter e a pedra filosofal. É verdade!!!

Fernando Pessoa escreveu sobre António Botto:

António Botto é o único português, dos que conhecidamente escrevem, a quem a designação de esteta se pode aplicar sem dissonância. Com um perfeito instinto ele segue o ideal helénico. Segue-o, porém, a par de com o instinto, com uma perfeita inteligência, porque os ideais gregos, como são intelectuais, não podem ser seguidos inconscientemente (…) Que essa obra se distingue com facilidade da obra de qualquer outro poeta, português ou estrangeiro- todos, que possam ver, o podem ver (…) Certo é que o que António Botto escreve, em verso ou em prosa, há que ser lido sempre com a atenção posta em o que não está lá escrito. Pode também ser lido com a atenção posta em o que está lá escrito. De qualquer das formas se é leitor.

Sinopse
Referindo-se a António Botto, e perante a originalidade da sua forma de expressão, Guerra Junqueiro chamou-lhe “príncipe de ritmos subtilíssimos”

Por seu turno, o autor desta obra recorda: ”Desde muito novo que a poesia de António Botto me impressiona por representara estética coloquial capaz de estabelecer vibrações rítmicas, afirmando um homossexualismo eivado de violência erótica, ao tempo invulgar, que tanto contribuiu para o seu sucesso como para a sua tragédia. Mais tarde descobri nos seus “contos para crianças e adultos” um fabulador impressionante na beleza das histórias, contenção literária e humanismo; por último um dramaturgo com domínio da linguagem cénica e um sentido trágico do teatro.”
Através deste livro – estruturado de modo a torna-lo agradavelmente acessível – vai o leitor ficar a conhecera personalidade e a obra de António Botto que figura na história da nossa literatura como um grande poeta, senhor de um ritmo perfeito e de um lirismo cativante.

CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
8-Excelente

Título
ANTÓNIO BOTTO – REAL E IMAGINÁRIO
Saga

Tema
Biografia
Editora
Livros do Brasil
Autor
Páginas
248
Data de Leitura
05/12/1997
ISBN
972 38 1611 3

28/08/2011

Chuffo Lloréns

CHUFO LLORÉNS


Chufo LLoréns nasceu em Barcelona em 1931. Estudou Direito, mas acabou por exercer actividade profissional no mundo do espectáculo. Apaixonado por História, este autor iniciou a sua carreira literária há mais de 20 anos; entre as suas obras podemos encontrar La outra lepra; Catalina, la fugitiva de San Benito e La saga de los malditos, que receberam o reconhecimento da crítica e dos leitores. A Terra Será Tua é o fruto de quatro anos de intenso trabalho de pesquisa e de escrita.

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27/08/2011

Terra será Tua (A)


Um romance histórico que nos trás algumas das seculares lutas religiosas, na Barcelona do séc. XII, entre cristãos velhos e novos, judeus e mouros.

Este foi um livro pelo qual não esperava demasiado, mas que se mostrou bastante forte e de fácil leitura. Acompanhamos a vida de um rapaz camponês que consegue pela força da sua inteligência subir as escadas da fortuna e chegar a Nobre, e também a sua vida amorosa. Talvez seja demasiado ingénuo a maneira como Chufo Lloréns, nos leva a acreditar na possibilidade, de sem ser pela Guerra, alguém poder ascender a uma posição de destaque na sociedade Medieval de Barcelona, mas está bastante bem escrito e bem enquadrado numa época de grandes contrastes.
Gostei especialmente das excelentes descrições da Barcelona daquela época, nas quais sobressaem as descrições da vida numa urbe com alguns milhares de cidadãos e da vida dentro do que seria uma casa naquele século.
A Honra e o que se pode fazer em nome da Honra é algo que, Chufo Lloréns, nos transmite através de alguns dos personagens mais importantes do livro.
Em suma um livro a ler não só pelos amantes do Romance histórico, mas também por uma faixa de leitores  amantes do romance mais puro.



Sinopse

Idade Média, Barcelona. 
O tumulto de gentes, os ricos e os pobres, o conflito de religiões, as intrigas, os proibidos amores do Conde, a ambição de um jovem camponês. «A Terra Será Tua» é um poderoso romance histórico a fazer-nos viajar a um dos mais fascinantes períodos históricos de Barcelona. O autor envolve-nos em duas histórias: a dos ilícitos amores do Ramón Berenguer I, e a luta do camponês Martí para vencer na vida e poder finalmente casar com a mulher que ama.   
Martí está enamorado. A mulher que ama é contudo de uma classe social diferente pelo que o decidido camponês sabe que para poder desposá-la tem de conseguir o estatuto de Cidadão. Acabando por se tornar um dos mais poderosos homens da cidade de Barcelona, o seu percurso será duro e atribulado. Do espanto face ao movimento da cidade, das pessoas que circulam a regateiam, também ele encontrará a sua forma de sobrevivência. Ao mesmo tempo que Martí luta por uma vida melhor, o conde Ramón Berenguer I envolve-se numa ilícita e perigosa ligação amorosa que podem levar o condado à guerra.
Um poderoso retrato da Barcelona medieval, a fazer-nos viajar até uma das mais fervilhantes cidades de então, ao mesmo tempo que nos arrebata através de duas intemporais histórias de amor.


CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
7-Muito Bom

Título
A TERRA SERÁ TUA
Saga

Tema
Romance Histórico
Editora
Círculo de Leitores
Autor
Páginas
634
Data de Leitura
18/07/2011

26/08/2011

Roberto Bolaño


Roberto Bolaño



Este será um dos maiores posts que farei sobre um escritor, mas Bolaño e o seu livro 2666, assim o obrigam. Claro que o texto a seguir é todo ele retirado da Wikipédia, mas mesmo assim tinha de o postar:

Bolaño nasceu em Santiago, no Chile. Segundo a sua própria descrição ele era magro, ansioso, leitor voraz de livros e pouco promissor. Era uma criança disléxica a quem os colegas de escola maltratavam e o faziam sentir um estranho.
Em 1968 vai viver para a Cidade do México, larga os estudos, trabalha como jornalista e torna-se militante de esquerda.
Um acontecimento marcante na vida de Bolaño, mencionada de diferentes maneiras ao longo da sua obra, ocorreu em 1973, quando ele voltou ao Chile para "ajudar a construir a revolução" apoiando o regime socialista de Salvador Allende. Após o golpe de Augusto Pinochet, Bolaño foi preso sob suspeita de ser um terrorista e passou oito dias na cadeia, foi solto por ex-colegas de classe que haviam virado carcereiros. A experiência foi descrita no conto "Carta de dança". Segundo a versão descrita no conto, ele não foi nem torturado nem morto, como ele esperava, mas "nas horas mortas eu podia ouvir eles torturando outros; eu não podia dormir, e não havia nada para ler exceto uma revista em inglês que alguém havia deixado para trás. O único artigo interessante nela era sobre uma casa que havia pertencido a Dylan Thomas...Eu sai daquele buraco graças a um par de detectives que haviam estudado comigo no colegio, em Los Angeles". O episódio também é contado do ponto de vista dos colegas de Bolaño, na história "Detectives".
Durante a maior parte de sua juventude Bolaño foi um andarilho, vivendo eventualmente no Chile, México, El Salvador, França e Espanha.
Nos anos 70, Bolaño se tornou trotskista e membro fundador do infrarrealismo, um pequeno movimento poético. Ele carinhosamente parodiou aspectos do movimento em "Detectives Selvagens". Após um período em El Salvador, passado na companhia do poeta Roque Dalton e das guerrilhas da Frente de Libertação Nacional Farabundo Martí, ele retorna ao México, vivendo como um poeta boémio e "enfant terrible" literário, "um provocador profissional temido por todas as editoras, ainda que fosse um zé-ninguém, aparecendo em apresentações literárias e leituras", recorda seu editor, Jorge Herralde. Seu comportamento errático tinha muito a ver com seu posicionamento de esquerda e seu estilo de vida caótico.
Bolaño mudou-se para a Europa em 1977 e finalmente vai para Espanha, onde se casa e se estabelece na costa mediterrânica perto de Barcelona, trabalhando como lavador de pratos, monitor de acampamento e outras profissões. Ele trabalhava de dia e escrevia à noite. No começo da década de 1980 ele morou numa pequena cidade do litoral catalão, Blanes.
Ele continuou escrevendo poesia, antes de mudar para a ficção, durante a meia-idade. Numa entrevista Bolaño disse que começou a escrever ficção porque se sentiu responsável pela estabilidade financeira dos seus filhos, que não poderia ter sido assegurada com o que ganharia como poeta. Isso foi confirmado por Jorge Herralde, que explicou que Bolaño "abandonou sua existência beatnik" por que o nascimento do seu filho em 1990 o fez "decidir que ele era o responsável pelo futuro da sua família e que isso seria mais fácil se escrevesse ficção". Contudo, ele continuou a ver-se como poeta, e a colecção dos seus versos, espalhados por 20 anos, foi publicada em 2000 sob o título "The Romantic Dogs".
Bolaño tinha sentimentos conflitantes sobre seu país natal, que visitou apenas uma vez depois de seu exílio voluntário. Ele se notabilizou no Chile pelos seus duros ataques a Isabel Allende e outros membros do establishment literário. "Ele não se adequava ao Chile, e a rejeição que ele experimentou o deixou livre para dizer tudo o que quisesse, o que pode ser algo bom para um escritor", disse o romancista e dramaturgo chileno Ariel Dorfman.
A morte de Bolaño em 2003 veio após um longo período de problemas médicos. Foi sugerido na mídia inglesa que o escritor era um viciado em heroína, e que a causa da sua morte havia sido uma doença renal resultante da Hepatite C, com a qual ele fora infectado através de agulhas compartilhadas em seu perído "libertino". Entretanto, essa afirmação foi contestada devido à enfática negação de sua mulher e de seu amigo próximo Enrique Vila-Matas. É verdade, porém, que ele sofreu de uma falência nos rins e estava quase no topo da lista de espera por um transplante quando morreu.
Seis semanas após sua morte, escritores latino-americanos colegas de Bolaño o aclamaram como a mais importante figura literária de sua geração, numa conferência realizada em Sevilha. Entre os seus melhores amigos estavam os romancistas Rodrigo Fresán e Enrique Vila-Matas; O tributo de Fresán incluía a declaração de que "Roberto emergiu como um escritor numa época onde a América Latina não acreditava mais em utopias, onde o paraíso se tornou inferno, e essa sensação de monstruosidade, pesadelos despertos e constante fuga de algo horrível permeia 2666 e toda sua obra".
"Seus livros são políticos", observa também Fresán, "mas de uma maneira mais pessoal do que militante ou demagógica, que é mais próxima da mística dos beatniks do que das bombas". Na opinião de Fresán, "ele era um em um milhão, um escritor que trabalhou sem proteção, que foi para fora, sem freios, e ao fazer isso, criou uma nova maneira de ser um grande escritor latino-americano". O jornalista Larry Rohter do The New York Times escreveu, "Bolaño brincava sobre a palavra 'póstumo', dizendo que 'soava como o nome de um gladiador romano, que é invicto', e ele sem dúvida ia ficar espantado de ver como suas ações subiram agora que está morto.
Bolaño sobreviveu pela sua mulher espanhola e seus dois filhos, aos quais ele um dia chamou "minha única pátria". (Na sua última entrevista, publicada na edição mexicana da revista Playboy, Bolaño diz que ele se considerava latino-americano, acrescentando que "meu único país são meus filhos e talvez, ainda que em segundo lugar, alguns momentos, ruas, rostos e livros que estão em mim..."). Bolaño nomeou seu filho Lautaro, do líder Mapuche Lautaro, que resistiu à conquista espanhola do Chile, conforme descrito no épico do século XVI "La araucana".


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25/08/2011

2666


Entrei neste livro às escuras, sem ter lido nada acerca dele antecipadamente e saí diferente, não sei até que ponto, mas saí diferente, disso não tenham dúvidas e apesar de já ter feito mais de um ano que o terminei, a sua marca ainda se mantém, ainda hoje dou por mim a pensar neste 2666 e em todos os seus personagens, e intrincados relacionamentos, que se espalham por 2 continentes e 3 épocas distintas.
Mas o que ficou, de uma forma que só os grandes livros conseguem, para que o possa sentir?Ficou em mim aquele ambiente denso, quente e violento que o caracteriza, ficou aquele ambiente denso das relações humanos e relacionamentos intrincados, ficou aquele ambiente quente e inóspito do México, em que ficamos com o corpo desagradavelmente pegajoso da transpiração e aquele ambiente de terror e violência de morte e de medo, que ao longo de centenas de páginas o autor nos leva a percorrer os caminhos da morte de 280 mulheres.
Foram 1.000 páginas de pura literatura, que ficam para sempre. Este é um livro que jamais se esquece.
Efectivamente são estes os livros que nos fazem sonhar... se são sonhos ou pesadelos, não interessa!!!


Sinopse
A Obra Prima de Roberto Bolaño
O que liga os quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno vo Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio-louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterioso escritor alemão do pós guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666. Para se ler sem rede - como num sonho em que percorremos o caminho que nos poderá levar a todos os sítios possíveis.

«Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Não se pode esquecer que aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio, como deve ser a literatura.»
Francisco José Viegas, Público

«Os temas são a violência, deslocação, a sexualidade da literatura - vertentes interminavelmente recombinadas na Europa, Detroit e México, através de múltiplos narradores e estilos de prosa.»
The New Yorker




CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
10-São estes os livros que nos fazem sonhar...

Título
2666
Saga

Tema
Romance
Editora
Quetzal
Autor
Páginas
1008
Data de Leitura
26/01/2010
ISBN
978 972 564 816 2

24/08/2011

Leonardo Padura

Leonardo Padura


Leonardo Padura nasceu em Havana, em 1955. Licenciado em Filologia, trabalhou como guionista, jornalista e crítico, tornando-se sobretudo conhecido pela série de romances policiais protagonizados pelo detetive Mario Conde, traduzidos para inúmeras línguas e vencedores de prestigiosos prémios literários, como o Prémio Café Gijón 1995, o Prémio Hammett em 1997, 1998 e 2005, o Prémio do Livro Insular 2000, em França, ou o Brigada 21 para o melhor romance do ano, além de 
vários prémios da crítica em Cuba e do Prémio Nacional de Romance em 1993.



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23/08/2011

Homem que gostava de cães (O)


Quando pensávamos que já sabíamos tudo sobre algumas das páginas mais negras do século XX, eis que nos deparamos com mais algumas "novas" atrocidades.
O Homem que gostava de cães é um livro, sensível e ao mesmo tempo arrepiante, que nos conta a história de um homem "sem pátria".
Através da vida de Trótski, é-nos desvendado os arrepiantes processos stalinistas ocorridos, na ex-União Soviética e na Guerra Civil de Espanha.
Iván um cubano com problemas vários, que nos dá a conhecer a sua realidade em Cuba, conta-nos de forma apaixonada a "verdadeira" história de vida de um dos mais famosos políticos de todo o século XX - Trótski.

Sinopse
Por altura da morte da sua mulher, em 2004, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, “o homem que gostava de cães” começou a confidenciar-lhe factos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, descobrindo como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do séc. XX.



CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
8-Excelente


Título
O HOMEM QUE GOSTAVA DE CÃES
Saga

Tema
Romance Histórico
Editora
Porto Editora
Autor
Páginas
617
Data de Leitura
25/07/2011

22/08/2011

Muralha de Gelo (A)


É difícil escrever sobre este 2º livro das Crónicas de Gelo e Fogo, isto porquê muito ficou dito no primeiro livro, “A Guerra dos Tronos”, no entanto à uma coisa que sobressai acima de todas as outras, é que o final do segundo livro é efectivamente um final que nos leva a querer começar logo de seguida o terceiro. Quando terminei o primeiro não fiquei completamente convencido com o final, já que parece um final um pouco abrupto, mas agora percebi que no original só existe um livro e não dois. Está explicado!

Os dois primeiros volumes são um só e quando os terminamos, sentimos que lemos algo que nos leva muito para lá do que um livro normalmente nos leva.
George R. R. Martin, cria neste seu primeiro volume (2 em Portugal), uma trama tremendamente intensa, de uma força arrebatadora, com personagens com quem nos podemos e queremos identificar, e que são de uma realidade que espanta quando pensamos que estamos a ler livros de fantasia.
A diversidade de personagens é tal, que poderíamos ser levados a pensar que nunca os iriamos ficar realmente conhecer, mas desenganem-se, porque George Martin consegue transmitir-nos o que são e como são.

Sinopse
Eddard Stark só aceitou o prestigiado cargo de Mão do Rei para proteger o rei... ou não suspeitasse que o anterior detentor desse título fora mandado assassinar pela rainha. Mas agora Eddard tem a certeza que foi ela. E também sabe a razão: a rainha tem um segredo escabroso que pode levar à queda da dinastia e mesmo à guerra civil!
E como se a conspiração palaciana não bastasse, tudo piora quando o rei Robert Baratheon é ferido mortalmente por um animal numa caçada. Mas a Mão do Rei já desconfia de tudo: terá sido mesmo um animal... ou o trabalho de mais um assassino da rainha? Um homem honrado e justo, Eddard Stark começa a temer ser derrotado pelo ninho de víboras que é a Corte e a Casa Lannister.
Mas a ameaça de guerra civil não é a pior sombra que paira no ar. No norte, para lá da muralha de gelo, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E ainda mais longe, a última herdeira dos Targaryen prepara-se para invadir os Sete Reinos com o maior exército alguma vez visto... e com o auxílio de dragões!


"A Guerra dos Tronos é a obra-prima da fantasia moderna e reúne o que de melhor o género tem para oferecer: magia, mistério, intriga, romance e aventura."
-Locus
"A melhor fantasia dos últimos 50 anos."
-The Denver Post
"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel." 
-SF Reviews.net
"George R. R. Martin apresenta um mundo vibrante e real, personagens soberbamente construídas, enredos complexos mas coerentes, descrições de cortar a respiração e uma prosa muito acima daquilo a que o género nos habituou."
-Amazon.com
"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-Robert Jordan
"Martin tem a capacidade de nos arrebatar de uma forma que os outros autores de fantasia não conseguem, talvez porque também não tenham a sua capacidade para desenvolver personagens. Seja nas sangrentas cenas de batalhas ou nos retratos íntimos dos laços familiares, A Guerra dos Tronos possui uma força crua e emocional que não nos deixa indiferentes. Martin também dispensa todos os clichés tolkianos, como elfos, espadas mágicas e dark lords, focando-se antes em pessoas reais e apenas sugerindo o sobrenatural. Acredite: A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."
-SF Reviews.net


CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
10-São estes os livros que nos fazem sonhar...

Título
A MURALHA DE GELO
Saga
Crónicas de Gelo e Fogo – Livro II
Tema
Fantástico
Editora
Saída de Emergência
Autor
Páginas
397
Data de Leitura
21/08/2011





21/08/2011

Paulo Moura

Paulo Moura


Paulo Moura, Repórter, jornalista e professor universitário e com isto tudo ainda tem tempo para se dedicar à escrita.
Para quem quer conhecer melhor, o seu blog é o Repórter à Solta.



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20/08/2011

1147 - O Tesouro de Lisboa

Trata-se de um livro de fácil leitura, com capítulos curtos e que aborda em jeito de reportagem jornalística, os antecedentes da conquista por Lisboa.
Um livro sobre a história da nossa História, que apesar de não acrescentar nada de novo no aspecto literário, já que o mesmo apresenta uma narrativa simples e despretensiosa, será um livro a ler pelos amantes do género histórico, que é o meu caso.


Sinopse

Quando parte com o mais veloz dos cavalos em direcção ao Porto, Raul Santo-Varão tinha em mãos uma missão secreta em nome do rei, D. Afonso Henriques. Os cruzados estavam a caminho da Terra Santa, com paragem em Portugal. Era necessário convencê-los a permanecer e ajudar o rei na reconquista de Lisboa. Os rumores de um tesouro de riqueza incalculável, enterrado nas muralhas da cidade, eram motivo suficiente. Contudo, D. Afonso Henriques, refém das intrigas dos bispos portugueses e dos monges de Cister, tem um objectivo claro: aproveitar a reconquista da cidade para eliminar todos os cristãos moçárabes. É preciso matar em nome de Deus. Raul Santo-Varão é o repórter desta história empolgante, onde a intriga se mistura com a aventura e a morte com o amor. Espião, agente secreto e cronista, Santo-Varão tenta mudar o rumo dos acontecimentos. Mas os dados estão lançados. A 15 de Outubro de 1147, começa a batalha pela conquista de Lisboa.




CLASSIFICAÇÃO DAS LEITURAS...
5-Razoável

Título
1147 - O TESOURO DE LISBOA
Saga

Tema
Romance Histórico
Editora
A Esfera dos Livros
Autor
Paulo Moura
Páginas
175
Data de Leitura
06/06/2010